Nutridos de ArteS

Por Raquel do Nascimento Gomes

As expressões artísticas nutri a alma da humanidade através das suas diferentes linguagens artísticas, encontrando em suas diferentes manifestações nutrientes à vida que pulsa durante a existência humana.

Viver tem sido um movimento de fragilidade, silêncio e contemplação, pois adentrar no fio da plenitude da vida é estar-ser através de fronteiras do anima. É ser mais do que o eu verbalizado. Ser: você, eus!

Em múltiplas possibilidades do existir, a arte possibilita que o fio da vida expresse o inatingível doando diferentes linguagens de expressão artística para nutrir a nossa psique. Saudáveis destes nós eus, construímos elos fantásticos entre tantas possibilidades de vivências.

As linguagens artísticas multiplicam-nos em textualidades para sentirmos o fio vivo de ser pleno.

Assim, saudamos o sagrado com uma dança, sorrimos enredados por uma canção saudosa, misturamos o choro triste à argila e esculpimos emoções diversas, melancolicamente. Registramos o cristal dos olhos presentificando o passado e dando boas-vindas ao instante-futuro que chegou: hoje no cinema. Dádiva! Satisfazemos os caprichos do tempo, deixando-o perene durante o transcorrer das estórias.

Somos muitos, enquanto possibilidade de expressarmos:  o silêncio sem antagonismos. De nós mesmos para os múltiplos nós possíveis, somos um verso metrificado por um pedreiro que o constrói com esmero e tijolos contemporâneos. Concretos, pintamos símbolos nas vogais e nas consoantes, deste verso, as diferentes tonalidades das cores destoam sons dissonantes. Atonais, escutamos um jazz. Vivos: somos ArteS, nutridos de expressões por diferentes linguagens.

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