Por Victor Silva

Tenho medo de terminar como meus ídolos
Me entende? Talvez não, mas acho que estou muito
próximo do que pode ser chamado de fim.
Não se trata de dar razão aos tolos ao meu redor, se
trata de completar o resto que falta.
Se trata de continuar a história
Dar um fim ao que comecei
E eu sinto que tenho uma dívida enorme com você
(sinta-se lisonjeado, não sou do tipo que paga devedores)
Nem mesmo pago nossa querida gramática
Agora mesmo já devo ter ultrapassado mais de três
regras.
Até concordo que a dama de ferro da língua não é
muito prática,
Mas ela deve ser respeitada como foi feita.
Mesmo que eu não saiba os nomes, quem a criou
foram antepassados.
Pessoas distantes, encantadores de uma sociedade,
tornaram palavras famosas, e assim, invadiram o
dicionário.
Se cada palavra tivesse uma dedicatória, ou uma
assinatura, pode ter certeza, parte do seu sangue ali
estaria.
Mas enfim, isso é apenas parte do processo, meus
ídolos criaram parte dessa língua (suponho)
Queria me derramar em lágrimas, Oh! Fútil leitor,
mas não posso, já sou um tal de “adulto”.
Tenho medo de mim mesmo, agora que deixo pra
trás a fase em que mais aprendi, e ainda assim nada
sei.
Vamos lá, isto é um memorial, e que seja tratado
como tal. Quero que seja talhado em mármore cada
um dos nomes que segue (não aceito menos): David
Bowie, Iggy Pop, Akira Kurosawa, Lou Reed, Takashi
Miike, Takeshi Kitano, Machado de Assis e Vladimir
Nabokov.
Esses serão os primeiros dessa lista.
Quando chegar ao fim, espero acabar antes da
construção da Sagrada Família de Gaudí.







