Comecei a pintar depois de querer ser pichadora. Contemplava aquelas letras em altos muros como um egiptólogo frente aos mais herméticos dos hieróglifos. Depois veio o hip hop e o grafite junto com o skate, e as calças largas com a cueca “samba-canção” aparecendo. Fazia cadernos, tinha pastas (costumeiras nesse meio) cheias de desenhos meus e de amigos na linguagem do grafite. Isso resume minha adolescência. Hiato. Somente na universidade voltei a travar contato com as imagens pintadas: fiz grafites, tags usei sprays, canetões, adesivos. Então, achei um dia que fazer arte era também “pintar quadros” – o que, para muitos, na pós-modernidade pode parecer arcaico. Encontrei a tinta óleo e a tela. Alegraram-me o processo e o resultado.
Agora, do ponto de vista temático, esse conjunto de obras é fruto de uma metodologia chamada “Sistema Ida”. Um procedimento que busca consciente e metodicamente no imaginário a matéria prima para diversas produções, inclusive obras de arte.
Sobre a artista:
Aline Magnos é virginiana, formada em Letras e capoeirista. Dança, canta e toca na Neopardas Cia. de Artes, da qual também é diretora de arte. É professora em uma escola municipal na Cidade Tiradentes, bairro em que viveu. Vê na pintura, como nas outras linguagens artísticas que “pratica”, a possibilidade de manifestar, por meio de imagens, os símbolos, mistérios, mitos e ritos presentes em seu imaginário pessoal.

















Mistura de formas e cores, interligadas pela figura-imagem humana.Hoje, visualizei uma realidade ludica e cromaticamente intensa!, ai, sim!,